“Stick to the important message, dude!”

Um nova idéia, um novo cliente… Quem nunca se deixou levar pela empolgação de um novo projeto ou se perdeu em uma pesquisa? Prender-se a uma idéia ou a um conceito pode ser muito difícil, principalmente quando ele te dá muitas possibilidades. Para mim, o desafio sempre esteve nas aulas de Ciências.

Na primeira vez, muitas folhas de almaço e sulfite formaram um grande dicionário de botânica, quando na verdade eu precisava falar sobre a Mata Atlântica. Ganhei um 9 pela pesquisa e pela empolgação.  Uma conversa, uma crítica mais severa podiam ter evitado uma reincidência, mas… A segunda vez foi um trabalho sobre doenças em que montamos uma maquete e inventamos uma história para o que acontecia dentro da clínica, representada por uma casa de bonecas. Estávamos tão empolgadas durante o brainstorm regado à Coca-Cola e biscoitinhos com recheio de uva que não percebemos o quanto estávamos longe do objetivo real. Ao final da apresentação, a professora – desconcertada, mas não tanto quanto eu ficaria daquele momento em diante – perguntou na frente de todos o que aquilo tinha a ver com o tema… Silêncio total.

Sentir na pele o poder do erro é arrebatador, nada marca mais do que uma experiência. Para mim, nunca houve uma terceira vez. Aprender a buscar o core e torná-lo uma mensagem simples, para que não haja um desvio, uma má-interpretação ou para que ele não se perca no mar de informações é a peça essencial para que ele grude tanto na sua marca quanto no seu target.

Oi?

Anúncios

No dia do Meio Ambiente…

Eu decidi selecionar ações/inovações/produtos que tem tudo a ver com a idéia de sustentabilidade e de preservação do meio ambiente. É estranho como isso “entrou na moda” nos últimos anos, pois há muito tempo sabe-se do impacto que as ações do cotidiano têm no meio ambiente e na qualidade de vida, a diferença é que grande parte dessas informações ficava presa nas diretorias e laboratórios de grandes empresas ou nas salas de reunião do governo.

Felizmente, com a pulverização dos meios de comunicação e uma maior democracia na produção de conteúdo, a gente diferenciada está cada vez mais próxima da informação. Aquele papo de “no meio tempo não fazia mal” começa a dar lugar ao “mas naquela época a gente não sabia”.

Lá no fim do post tem um vídeo muito bacana, ao assistir você sente uma mistura de indignação e impotência, mas no fim percebe que a principal ação a ser realizada é realmente muito simples. São 20’ em inglês, mas é beeem fácil de entender!

Bom, aqui estão os selecionados:

#1 Trash Classification 

O chinês Hu Xinyuan criou um utensílio capaz de selecionar o lixo do escritório.

Não é nada mais que um “copão adaptado” que você coloca na boca do lixo para separar em orgânicos/recicláveis. Simples e genial, mas como diria um amigo meu: mas isso que é Design.

Apesar de ter sido pensado para escritórios, ele pode ser usado em qualquer outro lugar, evitando um monte de lixeiras espalhadas.

Infelizmente, o projeto ainda não está a venda, mas isso não impede que pensemos em fazer de forma artesanal.

#2 Garrafa PET 100% reciclável

A PepsiCO anunciou que em 2012 começa a produção piloto de garrafas com origem vegetal renovável e 100% recicláveis, feitas com capim, casca de pinheiro e milho. A empresa afirma que elas têm a mesma resistência, aspecto e consistência das outras do mercado.

#3 Preservação de árvores nas cidades

Essa é uma ação bem simples feita em São Paulo para divulgar a Fundação Amazonas Sustentável e chamar a atenção das pessoas para o desmatamento urbano. Não sei qual o impacto que ela causou nas pessoas, mas só de fazer com que não passemos por um toco de árvore sem prestar atenção, acho que já valeu.

#4 Jornal vendido por caderno

Gente, tenho que dizer que eu já pensei nisso quando desanimei de comprar um jornal inteiro pra ler duas matérias ou quando via um jornal todo despedaçado pela casa e todo mundo lendo os mesmo cadernos. Quem “colocou em prática” foram os alunos da Miami Ad School NY, mas não creio que os jornais tenham aceitado. Acho que seria uma ação bem digna e inteligente, sairia mais barato e produziria menos lixo no mundo.

#5 WaterLess: jeans com pouca água

 Tinha visto um documentário de moda que mostrava uma fábrica de jeans com sua própria empresa de tratamento de água, já faz algum tempo então não consegui lembrar qual era a marca. Não achei o documentário, mas achei essa calça da Levi’s que usa menos de 1L de água na lavagem, enquanto uma calça comum utiliza 42L.

#6 The Fun Theory

Uma das ações mais legais que eu já vi: incentivar hábitos sustentáveis através de brincadeiras. Os vídeos falam por si.

Story Of Stuff

Fonte:

Comunicadores

Exame

Idéias Inspiradoras

Sou Jeans

The Fun Theory

Hypeness

Festa do Teatro

Começou ontem (2/06) a distribuição de 40mil ingressos para peças na cidade de São Paulo. A Festa do Teatro, que está em sua 3ª edição, visa democratizar o acesso à cultura cênica e é um grande sucesso entre o público.

A última vez que fui ao teatro (ou me torturei por mais de uma hora, fica a seu critério) não tive a melhor das experiências, então a possibilidade de me afogar em várias peças pra remover essa experiência dolorosa da minha cabeça me faz muito feliz.

Mesmo pra quem não está em São Paulo, vale muito a pena. São espetáculos com ingressos que variam de R$10 (como Menecma, do Bráulio Mantovani) a R$250,00 (!!) (como o musical Mamma Mia). Além disso, essa edição conta com peças infantis e áudio-descrição/legenda para deficientes.

Os ingressos são distribuídos em postos espalhados pela cidade, mas tem que correr! Com meio hora de antecedência da abertura da bilheteria você encontra mais de 500 pessoas na fila! Para que um maior número de pessoas possa participar, é possível a retirada de apenas um par de ingressos por pessoas, e não é possível pegá-los individualmente.

Outras informações você encontra no site (que por sinal está bem completo!).

Tocando a Realejo

Sexta-feira (20/05) fui à comemoração de 10 anos da Livraria Realejo, em Santos. Achei que o chorinho na calçada fosse apenas um show em comemoração ao aniversário, mas descobri que é um happy hour delicioso há mais de 6 anos… e eu nunca tinha ouvido falar! Fiquei triste comigo mesma, porque foi tããão gostoso.

Chorinho de Bolso - Sextas às 18h30

A idéia de ir ao chorinho já me agradou no momento do convite, mas quando adicionaram cervejinha gelada, amendoim e pessoas para todos os gostos, a coisa ficou realmente boa. Parabéns pra Marcos Canduta (violão), Débora Gozzoli (flauta transversal) e pra Realejo pelo encontro semanal  despretensioso e, ainda assim, muito bem sucedido.

Livraria Realejo: Rua Marechal Deodoro nº 2 – Santos/SP     Tel: (13) 3289-4935


A vida como ela sempre foi – Loro Verz

Loro Verz é ilustrador, artista plástico, designer e cartunista.

Loro Verz

Descobri esse cara por acaso (se não me engano foi fuçando a vida dos outros) e fui atraída pelo caos das imagens dele, que pra mim têm um efeito “onde está o Wally?”.

Os quadrinhos dele também são muito bons, gosto do tipo de humor que ele usa porque (pelo menos até agora) não me sinto ofendida e (acredite Doélio!) eu até dou umas risadinhas.

Fico feliz por ter descoberto ele a pouco tempo e não ter visto a entrevista dele no Jô, porque me incomoda um pouco ver a cara de artistas que eu gosto, vai que eles parecem pessoas normais. Sem contar que fiquei meio descontente com as últimas entrevistas que vi por lá…

E para os amigos arquitetos fica o link de um desafio que encontrei lá no meio das coisas do Loro: a Batalha Max Haus, um prêmio de 15mil para o projeto mais inovador e versátil feito em uma planta de 70m2.

Histérica, disléxica e quase suicida: uma mulher interessante.

INT.                           QUARTO DE PATRÍCIA                                 NOITE

Patrícia decide ir para a cama depois de uma tentativa frustrada de assistir Flashdance pela primeira vez. Com preguiça de dormir, a personagem liga a televisão e encontra “Dilemas de Irene”, programa que já tinha assistido uma vez e acha engraçadinho. Assiste até o fim e surpreende-se com a chamada da próxima atração: “Duas Histéricas”.

____________________________________________________________

Eu já tive minha atenção voltada pra Fernanda Young algumas vezes. Primeiro foi o comercial da Nextel – o melhor de todos – depois os roteiros do “Lavando Roupa Suja” e por último a entrevista na Marília Gabriela. Tenho que confessar que o “Irritando Fernanda Young” me irritava um pouco, mas sei lá, pretendo assistir novamente pra ver se realmente é o que ficou na minha memória. Anyway…

Assisti o tal programa e curti demais. No lugar do texto de enciclopédia, duas mulheres que vão medir se qualquer tamanho de bunda ficava confortável nas pedras sanitárias (ou privadas antigas, fica ao critério de leitor). Como assisti sem muitas informações, fiquei incomodada com o teatrinho da Camila Nunes, mas depois percebi que essa é a proposta do programa, na própria sinopse eles falam das “situações de dramaturgia previamente estabelecidas”. Não me incomodou a falta de etnografia, o programa chama “Duas histéricas” (sextas, 22h45, GNT) e não “Duas viajantes”; se a experiência de tomar banho no Mar Morto é um momento espiritual único, deixa que quando eu for sinto isso ou procuro nos belos documentários do Discovery Channel. Ponto positivo para o programa e para a Fernanda, que mais uma vez foi lá e fez exatamente o que as pessoas não costumam fazer.

Não sei porque hoje acordei com isso na cabeça, acho que comentei sobre o programa com alguém no domingo, e assim que acordei corri para procurar um dos livros dela. Comprei “O Pau”, já tinha ouvido falar dele na entrevista e como queria ler alguma ficção coloquei no carrinho.

Eu andava sentindo falta de pessoas realmente interessantes, vamos ver se achei uma aqui. Se alguém quiser saber do livro, provavelmente vou acabar colocando comentários no twitter, então quem quiser saber olha lá.

Novidades na grade: implantação de novos programas televisivos.

É possível analisar a programação das emissoras de sinal aberto através de vários aspectos. E para esse texto, decidi tratar de forma breve a programação.

Seria muito fácil falar do lado de fora a respeito da qualidade dos programas que estão no ar, mas não acredito que essa seja a melhor abordagem, já que as decisões tomadas dentro de uma emissora levam em consideração aspectos como público alvo, orçamento e relações comerciais (possíveis ou pré-existentes), itens ao qual eu não teria acesso suficiente para dar base à minha argumentação. Mesmo considerando pontos como os discutidos por Arlindo Machado, qualquer análise nesse rumo seria muito superficial. Assim, optei por tratar aqui a escolha de novos programas para a grade. No entanto, antes de dissertar a respeito do tema, gostaria de deixar claro que realmente acredito que faltam programas com conteúdo de qualidade apresentado de forma inovadora e satisfatória, e que as emissoras deveriam experimentar um pouco mais.

1-      Programas baseados na audiência, sem levar e consideração o telespectador

Atualmente o maior foco para a escolha da programação são os índices de audiência, que é disparado um dos maiores erros das emissoras. Não digo que esse seja um índice sem importância, pelo contrário; ele é uma forma de saber se o programa está indo bem ou não; no entanto, muitas escolhas levam-no em consideração esquecendo o que realmente é importante: o telespectador. Um pensamento muito simples: o telespectador é quem faz os índices de audiência subirem ou descerem, e apesar de parecer uma coisa fácil e óbvia, qualquer comunicador está familiarizado com a dificuldade de conquistar e manter a atenção em seu produto. Não basta apenas mensurar os índices de audiência, e é aí que colocamos cada qual em seu lugar (inclusive no pódio de audiência) as emissoras devem conhecer os seus telespectadores e buscar formas de conquistar os telespectadores das concorrentes. A menor segmentação da televisão aberta cria outra dificuldade para a produção de novos programas, que devem agora levar em consideração os novos e velhos consumidores da mídia televisiva.

  1. 1.      Novos espectadores

Consumidores de várias tecnologias, desejam uma programação mais rica e que lhes dê acesso a conteúdo 24×7 (24h por dia, 7 dias por semana) em diferentes meios.

  1. 2.      Velhos espectadores

Público mais tradicional que prefere apenas assistir a programação da forma que é transmitida em fluxo.

2-      Centro de pesquisa

O que diferencia, de uma forma grosseira, a primeira maior emissora do país? Podemos dizer com certeza que é o seu centro de pesquisa. As emissoras devem apostar em pesquisas, em saber o que realmente seu público deseja antes de apenas criar programas similares aos já apresentados e apenas inserir em horários concorrentes (que coincidem na faixa vertical e horizontal) ou complementares (que coincidem na faixa horizontal e são muitos próximos na faixa vertical).  Não adianta apenas ser criativo, ser íntimo a ponto de ser o centro de atenção nas salas das residências é preciso saber administrar, negociar, comprar e vender. E não há empresa de sucesso que não conheça seu cliente. A Rede Globo de Televisão é o atual grande exemplo nacional de como a TV é um business extremamente complexo. O que nos leva ao próximo tópico.

3-      TV como business

O que falta hoje é uma visão mais aperfeiçoada da televisão como negócio do entretenimento. Claro que cada empresa tem sua política, mas as estratégias de negócio devem ser pensadas de forma local (para atingir de frente seus concorrentes diretos) e global (fazer uma programação inserida na nova realidade mundial). O mesmo conteúdo pode vir de todas as partes do mundo, mas nem todo ele é pensado como negócio, muitas vezes ele é só um material que se tornou sucesso por acertar grande parte de uma fórmula complexa (a de criação, produção e distribuição).

4-      Nova medição de “sucesso”

O sucesso de hoje não se baseia apenas em quantas pessoas assistem aquele programa. Todo o buzz gerado na mídia online e offline deve ser levado em consideração. O que pode ser sucesso pra determinado programa, pode não ser para outro. Um anunciante pode ter muito mais interesse em manter um público fiel em um programa de nicho, quando esse for seu foco direto de atuação.

5-      Atrair novos anunciantes

Novos programas podem sugerir novas estratégias de comercialização, mesmo que dentro de um mesmo modelo de negócios, e um diferencial para qualquer emissora seria atrair anunciantes de forma inusitada. Muitas empresas que têm uma visão de negócios pautada na inovação seriam atraídas por espaços diferenciados nos breaks comerciais. Algumas opções são comerciais seriados de 30” (como o da Nova Schin), comerciais com branded content, promercials ou até mesmo os tradicionais comerciais com uma temática mais inusitada.

Para uma empresa emergente, a aposta seria investir em pesquisa para conhecer seu público, uma grade de programação engessada, que tem a programação vertical/horizontal da Rede Globo como modelo, não vai levá-las ao topo. A grande campeã já faz isso muito bem há mais de 50 anos. À Rede Globo eu recomendaria aproveitar toda a máquina televisiva construída, todo o know-how de se fazer televisão para inovar e experimentar, garantindo sua liderança não só no gosto popular, mas também no campo de referência que, inevitavelmente, ela se torna a cada temporada.